Prólogo
Raziel (vo) : Kain é deificado. Os Clãs contam lendas sobre Ele. Poucos sabem a verdade. Ele ja foi mortal uma vez, como todos nós. Porém, seu desprezo pela humanidade o fez criar a mim e a meus irmãos.
Eu sou Raziel, primeiro a ser criado entre seus tenentes. Eu me levantei com Kain e meus irmãos ao amanhecer do império. Eu o tenho servido por um milênio.
Com o passar do tempo, nós ficamos menos humanos e mais… divinos. Kain entraria no estado de mudança e emergiria com um novo dom. Alguns anos depois do mestre, seguiria nossa evolução. Até que eu tive a honra de ultrapassar meu senhor.
Por minha transgressão, eu ganhei um tipo novo de recompensa: agonia.
Só havia uma saída possível: minha danação eterna. Eu, Raziel, fui condenado a sofrer o destino dos traidores e dos fracos - queimar eternamente nos intestinos do Lago dos Mortos.
Kain: Lance-no.
Raziel (vo) : Caindo, queimando com fogo branco-quente, eu mergulhei nas profundezas do abismo. Dor indescritível… Agonia sem fim… O tempo deixou de existir… Só esta tortura… E um ódio profundo da hipocrisia que me condenou a este inferno.
Uma eternidade passou, e meu tormento cessou, trazendo-me de volta do precipício da loucura. A queda tinha me destruído… E ainda assim, eu vivi.
Deus ancião: Raziel, Você é digno.






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Alfonso Ruzafa Molina 2004 - 2010